Em pronunciamento proferido perante à crise institucional gerada pela polarização política nacional, o relator do Caso Master, ministro André Mendonça, reafirmou a independência do Supremo Tribunal Federal (STF), declarando que a Corte "não pertence a nenhum de seus membros", em resposta às críticas proferidas pelo ministro Gilmar Mendes, destacando que o momento exige "serenidade" e "respeito às instituições" para preservar a estabilidade democrática.
Contexto Histórico e Jurídico da Crise Institucional
A apuração realizada pela Redação, com base em atos processuais publicados no Diário O ficial da União e na transcrição oficial da sessão do STF de 12 de abril, confirmou que o relator do Caso Master, André Mendonça, rebateu as acusações de parcialidade dirigidas ao ministro Gilmar Mendes, ressaltando que a magistratura federal é regida por princípios de impessoalidade constitucional, previstos no artigo 93, inciso II, da Constituição Federal de 1988.
O magistrado destacou ainda que o cenário político atual, marcado por embates entre os Poderes e críticas públicas à supremacia judicial, demanda um compromisso inabalável com a tradição do decoro judicial e com o respeito ao rito processual, em conformidade com os princípios norteadores da República.
A decisão reforça a autonomia institucional do STF, estabelecendo que a Corte não é propriedade de seus magistrados, mas sim do Estado Democrático de Direito.
Repercussão O ficiosa e Desdobramentos Constitucionais
A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Comissão Nacional de Justiça (CNJ) adotaram posição de silêncio formal em face do embate verbal, enquanto juristas especializados em direito constitucional apontaram para o precedente histórico que coloca a independência judicial como pilar insuscultável da democracia brasileira.
O ministro André Mendonça indicou que eventuais tentativas de subordinação da Corte às pressões políticas constituem violação ao pacto constitucional e deverá ser alvo de avaliação ética pela própria categoria profissional.



