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Exposição criada em Belém leva arte amazônida a Portugal pela primeira vez

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Há 46 min
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Exposição criada em Belém leva arte amazônida a Portugal pela primeira vez
Fatos Rápidos da Notícia
  • Amazonia Immersive Art estreia no Porto nesta quinta-feira (29), com obras de artistas indígenas e amazônidas, projeções imersivas e trilha sonora que reúne cantos tradicionais e música contemporânea
  • Exposição criada em Belém estreia na Europa com obras de artistas indígenas e amazônidas. (Foto: Divulgação)
  • Criada em Belém, a exposição Amazonia Immersive Art atravessa o Atlântico e estreia na Europa nesta quinta-feira (29), na Casa das Máquinas, no Porto, em Portugal. A mostra reúne pinturas, fotografias, vídeos, música e tecnologia imersiva para apresentar diferentes narrativas sobre a Amazônia a partir da produção de artistas que vivem, criam e pensam os territórios da região. A programação fica em cartaz até 30 de abril de 2027.
Resumo Editorial

Amazonia Immersive Art estreia no Porto nesta quinta-feira (29), com obras de artistas indígenas e amazônidas, projeções imersivas e trilha sonora que reúne cantos tradicionais e música contemporânea

Amazonia Immersive Art estreia no Porto nesta quinta-feira (29), com obras de artistas indígenas e amazônidas, projeções imersivas e trilha sonora que reúne cantos tradicionais e música contemporânea

Exposição criada em Belém estreia na Europa com obras de artistas indígenas e amazônidas. (Foto: Divulgação)

Criada em Belém, a exposição Amazonia Immersive Art atravessa o Atlântico e estreia na Europa nesta quinta-feira (29), na Casa das Máquinas, no Porto, em Portugal. A mostra reúne pinturas, fotografias, vídeos, música e tecnologia imersiva para apresentar diferentes narrativas sobre a Amazônia a partir da produção de artistas que vivem, criam e pensam os territórios da região. A programação fica em cartaz até 30 de abril de 2027.

A direção artística é assinada pelas paraenses Roberta Carvalho, responsável também pela curadoria de artes visuais, e Aíla, que conduz a direção musical. Esta é a primeira itinerância internacional do projeto, que teve sua edição inaugural na Casa das Onze Janelas, em Belém, com cerca de 30 artistas e coletivos do Brasil e do exterior. Na capital paraense, a exposição recebeu mais de 30 mil visitantes, com projeções em 360 graus, instalações, apresentações musicais e experiências audiovisuais.

A chegada a Portugal também marca uma mudança na forma de apresentar a Amazônia ao público europeu. Durante séculos, viajantes e colonizadores produziram imagens e relatos sobre a região a partir de olhares externos, frequentemente retratando-a como um território exótico e desconhecido. Agora, artistas amazônidas apresentam suas próprias narrativas, memórias e experiências. “Agora, são os próprios artistas amazônidas que chegam ao Porto com suas imagens, linguagens e narrativas”, afirma Roberta Carvalho.

Exposição reúne artistas indígenas e amazônidas

No Porto, o percurso está dividido em três salas. A primeira, Refloresta, de Roberta Carvalho, reúne imagens de árvores, rostos e outros elementos da floresta em uma composição que questiona a separação entre natureza e cultura e evidencia as relações entre pessoas, territórios e modos de vida.

A segunda sala concentra projeções imersivas com obras de sete artistas e coletivos: o MAHKU, formado por artistas indígenas do povo Huni Kuin; a fotógrafa paraense Elza Lima; a artista visual maranhense Gê Viana; Hal Wildson; a artista indígena peruana Olinda Silvano, do povo Shipibo-Konibo; o artista indígena amazonense Paulo Desana; e o artista paraense PV Dias. As produções ganham novas dimensões por meio de projeções que conectam diferentes linguagens e experiências amazônicas.

A terceira sala é dedicada à ancestralidade e à escuta. O espaço reúne obras do escritor e pensador indígena Ailton Krenak, da artista visual e cineasta Keila Sankofa, do artista e escritor indígena Jaider Esbell (in memoriam), do povo Makuxi, e do artista marajoara e mestre ceramista Ronaldo Guedes. A experiência inclui ainda um cântico em língua tikuna, interpretado pela cantora indígena Djuena Tikuna em parceria com Aíla.

Trilha sonora mistura cantos tradicionais e música contemporânea

A música integra a experiência visual e foi composta para acompanhar as projeções. Assinada pelo artista e produtor musical indígena amazonense Nelson D, a trilha reúne artistas de diferentes territórios e tradições, entre eles Aíla, Cashi Silva, Agojy de Exu, Cláudio Lavôr, Djuena Tikuna, Ibã Sales Huni Kuin, Mestre Dikinho (in memoriam), Tambores do Pacoval e Olinda Silvano.

Cantos tradicionais, diferentes línguas e experimentações contemporâneas se encontram na composição, que aproxima histórias, memórias e conhecimentos de distintas regiões da Amazônia. A proposta é integrar som e imagem em uma mesma experiência, fazendo da música parte central da narrativa da exposição.

“Entre expressões ancestrais e criações contemporâneas, a trilha afirma a pluralidade das Amazônias e sua potência de reinvenção”, afirma Aíla, diretora artística e musical do projeto.

Exposição: Amazonia Immersive Art

Local: Casa das Máquinas, Porto, Portugal

Abertura: 29 de outubro de 2026

Em cartaz até: 30 de abril de 2027

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