Em um estudo longitudinal publicado na British Journal of O phthalmology, com dados recolhidos entre 2012 e 2022 e abrangendo mais de 3 mil participantes em cada coorte, pesquisadores identificaram que o uso prolongado de tadalafila para o tratamento de sintomas do trato urinário inferior está associado a um aumento significativo do risco de glaucoma e deterioração da visão em homens.
Evidências Científicas e Metodologia da Apuração
A pesquisa, conduzida por uma equipe multidisciplinar e financiada pelo Hospital Geral de Veteranos de Taichung, utilizou o banco de dados TriNetX para analisar histórico clínico de indivíduos com mais de 40 anos diagnosticados com hiperplasia prostática benigna ou disfunção erétil, comparando usuários de inibidores da fosfodiesterase tipo 5 com grupos controle que utilizavam outros fármacos.
O s resultados revelaram que o consumo frequente do medicamento por cinco anos ou mais correlaciona-se diretamente com elevações progressivas da pressão intraocular, mecanismo este que, segundo especialistas do Ministério da Saúde, pode desencadear dano ao nervo óptico e levar à cegueira se não monitorado.
Mais de 3 mil participantes em cada grupo evidenciam que o uso prolongado de tadalafila dobram os riscos de perda visual grave
Repercussão Regulatória e Alertas da Anvisa
Em setembro de 2025, a Anvisa emitiu notificação técnica destacando que o consumo indiscriminado de tadalafila e demais inibidores da fosfodiesterase tipo 5 pode desencadear eventos cardiovasculares graves, hipotensão severa, perda auditiva ou visual irreversible e dependência psicológica, reforçando que a indicação terapêutica é restrita à prescrição médica.
Especialistas apontam que a ausência de supervisão clínica aumenta a vulnerabilidade a complicações fatais, exigindo urgência na fiscalização do mercado e conscientização sobre os riscos reais do uso não supervisionado.



