Na quinta-feira (23), a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da O peração Disco de O uro, com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa acusada de movimentar mais de US$ 48 milhões por meio de operações complexas de lavagem de capitais, falsidade ideológica e apoio logístico ao garimpo ilegal na Indígena Yanomami, numa operação que contou com 12 mandados de busca e apreensão e 17 sequestros de bens e valores ordenados pela Justiça Federal.
Contexto Institucional e Apuração da O peração
A investigação da Polícia Federal apura a participação de empresários, intermediários financeiros e pessoas jurídicas na estruturação de um esquema que operava com sigilo e sofisticação, utilizando empresas nacionais e estrangeiras, contas de terceiros e mecanismos informais para ocultar a origem dos recursos oriundos do garimpo ilegal na região amazônica protegida.
O caso se insere em um contexto histórico de invasões ilegais ao território indígena Yanomami, onde a extração predatória de minérios tem sido utilizada como ferramenta financeira para redes criminosas que articulam pagamentos irregulares, sonegação fiscal e financiamento de atividades ilícitas em escala transnacional.
Mais de US$ 48 milhões foram movimentados em um esquema estruturado que financia o garimpo ilegal na Indígena Yanomami.
Repercussão Jurídica e Estratégias Futuras
A Justiça Federal aciona medidas cautelares para congelar ativos e impedir a continuidade das atividades ilícitas, enquanto o Ministério Público Federal acompanha o caso com foco na responsabilização penal dos envolvidos, que respondem pelos crimes de lavagem de capitais, organização criminosa e falsidade ideológica.
As próximas etapas incluem a análise forense das transações financeiras internacionalizadas e a cooperação com autoridades estrangeiras para rastrear fluxos monetários vinculados à exploração ilegal dos recursos naturais em áreas indígenas.



