Estudantes e apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizam manifestações pelo país neste domingo (1º/11) para comemorar a reeleição do petista. Os atos, convocados pela União Nacional dos Estudantes (UNE), também protestam contra os ataques do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao resultado das urnas.
Em São Paulo, manifestantes se reuniram na praça Roosevelt, no centro da capital, com bandeiras, faixas e camisetas em apoio a Lula. Já em Brasília, uma comemoração organizada pelo PT reuniu centenas de pessoas no Eixão Norte, com música e dança.
A programação divulgada pela UNE inclui 18 atos em 17 cidades nas cinco regiões do país, com atividades previstas até a semana seguinte. Salvador terá uma manifestação nesta segunda-feira (2/11), às 9h, no Morro do Cristo, enquanto Brasília recebe outro ato na quarta-feira (4/11), às 16h, com concentração no Museu Nacional.
As manifestações foram chamadas de “Brasil com S”, referência ao brasão com a inscrição “Estados Unidos do Brazil” usado na primeira versão de uma carta divulgada por Flávio Bolsonaro após fugir para os Estados Unidos. No documento, publicado em 28 de outubro, o senador se apresentou como o “verdadeiro presidente eleito” e questionou o resultado da eleição sem apresentar provas de fraude.
Posteriormente, a carta passou por alterações: o brasão histórico foi substituído pelo atual, com a inscrição “República Federativa do Brasil”, e Flávio Bolsonaro retirou a autodeclaração de presidente eleito, passando a se apresentar como “líder”. No texto, ele alegou perseguição política e anunciou que pretende comandar a oposição do exterior.
Lula venceu o segundo turno com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, conquistando seu quarto mandato. Foram registrados 64,3 milhões de votos para o petista e 59,8 milhões para o adversário, uma diferença de aproximadamente 4,4 milhões, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A participação dos estudantes na campanha do petista é um dos motivos apontados pela UNE para celebrar a vitória nas ruas. A executiva nacional do PT destacou que “a grande protagonista desta vitória foi a mobilização popular” e que os estudantes “estiveram na linha de frente dessa jornada”.
O PT também atribui a virada de Lula no segundo turno à participação popular e defende que ela tenha continuidade no governo. A nota da legenda orienta as representações estaduais a fazer uma campanha para filiar jovens.
No ato da capital paulista, houve críticas e protestos pelo fim da violência contra povos indígenas. Indígenas denunciaram ameaças de envenenamento de água, ofensas racistas e intimidações durante e após as eleições.
Os manifestantes também levaram cartazes contra a família Bolsonaro e a atuação de Eduardo e Flávio nos Estados Unidos. No Distrito Federal, o encontro celebrou a reeleição de Lula com bandeiras e apresentações musicais, reunindo ainda apoiadores de Leandro Grass (PT), candidato derrotado na disputa ao governo do DF.



