Na segunda-feira (7/8), durante entrevista coletiva na Prefeitura de São Paulo, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez uma crítica indireta às declarações do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ao comentar a influência dos nordestinos em São Paulo, enquanto Romeu Zema havia anunciado uma frente de estados do Sul e Sudeste para conter a crescente participação dos estados do Nordeste nas negociações sobre a divisão do novo imposto único decorrente da reforma tributária.
Contexto Institucional e Histórico da Proposta de Realocação Fiscal
A apuração realizada pela reportagem constatou que Bolsonaro, ao ser questionado sobre a estratégia de Zema, utilizou uma referência pessoal à sua linhagem familiar cearense e à presença significativa de nordestinos na capital paulista para rebatir sutilmente a proposta do governador mineiro, sem citar diretamente o plano de união regional.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, havia proposto a criação de uma frente entre os estados do Sul e Sudeste com o objetivo de equilibrar a representação política nas decisões sobre a divisão do novo imposto único, instituído pela reforma tributária, em resposta à percepção de que os estados do Nordeste vinham obtendo maior peso nas negociações federais, apesar da concentração populacional no centro-sul do país.
A proposta de Zema visa equilibrar a divisão do novo imposto único, que poderá gerar perdas estimadas em até 30% para os estados do Nordeste se não houver ajustes na distribuição.
Repercussão Política e Desafios Jurídicos da Frente Regional
O ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB), classificou a iniciativa de Zema como 'traidor da pátria' em publicação no Twitter, argumentando que o plano fomentava o separatismo e ameaçava a unidade nacional.
Zema rebateu as acusações nas redes sociais, afirmando que sua proposta jamais teria por objetivo prejudicar qualquer região e que visa apenas somar esforços para fortalecer a competitividade econômica nacional.



