A defesa de Flávio Bolsonaro (PL) afirma que o último contato feito com o parlamentar ocorreu na segunda-feira (26), às 16h30, e que segue sem informação sobre a localização do senador.
Aliados do senador e candidato derrotado a presidente relataram à CNN que ele foi para os Estados Unidos com a esposa e as duas filhas.
Segundo os advogados, durante essa última conversa ficou combinado que Flávio entregaria o passaporte ao time jurídico na manhã desta terça-feira (27), horas antes do prazo dado pela PF (Polícia Federal), que se encerrou às 11h.
Em nenhum momento, Flávio teria indicado intenção contrária. Pela manhã, advogados relataram à CNN que ligaram e mandaram mensagens ao senador e que não conseguiram contato com ele.
Também nessa segunda-feira, Flávio afirmou em um vídeo publicado nas redes sociais que não iria sair do Brasil.
"Eu nunca pensei em sair do país, vou entregar meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar", disse.
A suspeita de fuga deixou também aliados no escuro. Parlamentares têm se dividido sobre o efeito de uma saída do Brasil.
Ao longo da manhã, Flávio foi alvo de cobranças de aliados para gravar um vídeo ou soltar uma nota para esclarecer a situação. Uma outra ala avalia, sob reserva, que deixar o país foi a "melhor coisa que Flávio fez".



