O Senado do Paraguai aprovou o impeachment do presidente Santiago Peña nesta sexta-feira (6), com 44 votos favoráveis dos parlamentares presentes na sessão. A decisão ocorreu em meio à crise provocada pelo fechamento do banco digital Ueno, que deixou clientes sem acesso às contas. Segundo a Associated Press, a votação aconteceu após o Banco Central identificar problemas em operações de crédito, irregularidades na contabilização de ativos e falta de capital suficiente para manter a instituição em funcionamento.
A defesa do presidente tentou adiar o julgamento por 72 horas, alegando prazo insuficiente para analisar a acusação e os documentos apresentados, mas o pedido foi rejeitado por 39 votos contrários, três favoráveis e duas abstenções. Representado pelos advogados Ricardo Preda e Adolfo Ferreiro, Peña não compareceu pessoalmente ao Congresso. O caso também é alvo de investigação do Ministério Público, que apura possíveis responsabilidades de Peña, do vice-presidente Pedro Alliana e de autoridades do Banco Central.
Com a destituição de Santiago Peña, o vice-presidente Pedro Alliana assumiu a Presidência do Paraguai nesta sexta-feira (6), tornando-se o 52º presidente da história do país. Integrante do Partido Colorado, Alliana havia sido eleito vice-presidente ao lado de Peña para o mandato de 2023 a 2028 e ficará responsável por concluir o período de governo. Enquanto o Senado realizava a votação, manifestantes reunidos na Plaza de Armas, em Assunção, comemoravam a decisão.
