A liberação do processo de impeachment contra Santiago Peña e a consequente posse de Pedro Alliana como novo chefe do executivo paraguaio geram mais instabilidade do que normalização da crise no país, segundo Flávia Loss de Araujo, professora de Relações Internacionais do Instituto Mauá. Para a especialista, a velocidade dos acontecimentos é excessiva e não passa confiança à população.
A crise tem natureza econômica e política, envolvendo o Ueno Bank, um dos maiores bancos do Paraguai, do qual Peña era sócio até o ano passado. As autoridades investigam se a instituição recebia fundos públicos e os repassava aos grupos proprietários e empresas que a comandavam, enquanto falhas na regulação e a demora do Banco Central paraguaio em agir agravaram o cenário.
