Entre 2020 e 2022, um grupo criminoso composto por 13 indivíduos, operando em âmbito internacional com ligações da América do Sul e da Europa, foi condenado pela Justiça Federal por tráfico transnacional de drogas e organização criminosa, tendo movimentado mais de R$ 3 bilhões e traficado acima de 14 toneladas de cocaína, com a maior parte do estupefaciente importada do Peru, Bolívia e Colômbia e distribuída em estados estratégicos do Brasil.
Contexto Institucional e Apuração da O peração
A investigação que culminou na condenação foi desenvolvida pela 22ª Vara Federal de Porto Alegre, coordenada pelo Ministério Público Federal (MPF), após denúncia referente ao envio de aproximadamente 1,7 tonelada de cocaína para a Alemanha disfarçada em carga de extrato de mimosa — matéria prima utilizada em fitoterapia — o que evidenciou a utilização de rotas logísticas aparentemente lícitas para o tráfico internacional.
O grupo criminoso, investigado sob a O peração Hinterland em 2023, articulava um esquema complexo de transporte terrestre, aéreo e marítimo, contando com apoio de agentes portuários e parcerias com organizações criminosas da Albânia e de Montenegro para viabilizar a movimentação da droga por múltiplas fronteiras.
Mais de R$ 3 bilhões em receitas ilícitas foram apanhados pelo grupo entre 2020 e 2022.
Repercussão Jurídica e Medidas de Segurança
A sentença proferida pela Justiça Federal determinou a perda de bens avaliados em milhões, incluindo imóveis, aeronaves e veículos apreendidos em favor da União, além da prisão preventiva de quatro acusados, enquanto um permanece foragido e outro foi absolvido por falta de provas no crime de tráfico internacional.
As medidas cautelares mantidas para os demais réus incluem o regime semiaberto ou fechado, conforme o risco processual apurado, com acompanhamento rigoroso das atividades ilícitas por meio da lavagem de dinheiro estruturada por empresas fachada, operações cambiais clandestinas e contratos falsos vinculados ao patrimônio ilícito.



