A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro deflagrou, em 16 de setembro, uma operação coordenada entre a Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP), o 5º Departamento de Polícia de Área (5º DPA) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime O rganizado (Gaeco/MPRJ), visando desmantelar a estrutura operacional e financeira do Comando Vermelho em Paraty, região litorânea da Costa Verde fluminense, onde criminosos impunham taxas coercitivas sobre barqueiros e exploravam pontos de venda de drogas sob a condição de impunidade para suas atividades.
Investigação Criminal e Estrutura do Esquema de Extorsão
As investigações policiais, coordenadas com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), revelaram que o Comando Vermelho estruturou um esquema sistemático de cobrança extorsiva sobre comerciantes locais, incluindo barqueiros que atuavam na navegação fluvial e estabelecimentos comerciais vinculados ao tráfico, mediante a imposição de taxas ilegais como condição para o livre exercício de suas atividades.
Conforme registros da DRE-CAP e laudos periciais do Gaeco/MPRJ, os envolvidos teriam utilizado pontos estratégicos de comercialização de entorpecentes na região para garantir o recolhimento das contribuições forçadas, consolidando uma rede de controle que envolvia desde pequenos prestadores de serviços até líderes da organização criminosa.
Mais de R$ 500 milhões em receitas ilícitas eram extorquidas anualmente pelos criminosos em Paraty
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuramente
A PCERJ afirmou que a O peração Alba tem caráter estratégico para desmontar as bases logísticas e financeiras do Comando Vermelho em Paraty, com foco na interrupção das atividades criminosas vinculadas ao tráfico e à extorsão.
Especialistas apontam que a desarticulação dessa estrutura pode desencadear retaliações violentas ou reestruturação das operações criminosas no litoral fluminense, exigindo monitoramento contínuo das forças policiais.
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