Durante sabatina no SBT na quarta‑feira (16/9), a governadora de Brasília Celina Leão (PP) afirmou que todas as pessoas envolvidas no escândalo do Banco Master precisam ser investigadas, independentemente de filiação partidária ou cargo público, reforçando a necessidade de preservar as instituições diante do caos político e financeiro que permeia o país.
Contexto Institucional e Apuração da Denúncia
A governadora, que concorre à reeleição no Distrito Federal, fez essa declaração ao ser questionada sobre possíveis indícios de participação ou conhecimento prévio nas tratativas para a venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB) em 2025, conforme revelado por mensagens trocadas entre o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro e o empresário Thiago Miranda.
Nos últimos meses, a investigação apura supostas irregularidades na aquisição de créditos vinculados ao Master, que envolveram figuras de diferentes siglas partidárias, gerando suspeitas de favorecimento político e fragilidade dos mecanismos de controle interno do governo distrital.
O episódio ocorre num cenário de baixa performance educacional do DF, que ficou em último lugar no Ideb 2025, com falhas no monitoramento e no treinamento para avaliação, o que ampliou a atenção das autoridades sobre a necessidade de transparência e responsabilidade pública.
Diante disso, Celina Leão reiterou que não apoiou o negócio e negou qualquer envolvimento nas conversas com Vorcaro, destacando que seu posicionamento contrários à compra poderia ter motivado a irritação do ex‑banqueiro.
Nenhum político está acima da lei; todas as pessoas envolvidas no escândalo do Banco Master devem ser investigadas.
Repercussão Jurídica e Perspectivas Futuras
A postura da governadora foi acompanhada por manifestações do Ministério Público do Distrito Federal, que indicou estar monitorando as comunicações entre Vorcaro e Miranda para determinar eventuais vínculos com agentes públicos, além de aguardar o resultado das auditorias realizadas pela Controladoria‑Geral da União sobre a operação de venda do Master ao BRB.
Em pronunciamento oficial, Celina Leão afirmou que, caso seja reeleita em 2026, priorizará a ampliação da rede de escolas integrais e a construção de novas creches no DF, buscando melhorar a qualidade da aprendizagem e reduzir as desigualdades estruturais identificadas pelo Ideb.
Especialistas em direito administrativo apontam que, se comprovada participação em atos ilícitos, os responsáveis poderão responder por improbidade administrativa e responderão à Justiça Federal, com possibilidade de suspensão dos direitos políticos e multas pecuniárias previstas na Lei nº 8.429/92.



