Após o primeiro turno das eleições deste ano, integrantes do governo Lula identificaram um esforço de aproximação entre personagens do meio jurídico e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o que acendeu um sinal de alerta na cúpula governista.
A iniciativa partiu da advogada Maria Claudia Bucchianieri, ex-ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e do advogado criminalista Rodrigo Mudrovitsch, indicado por Jair Bolsonaro para a Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Os dois buscaram estabelecer uma interlocução entre políticos bolsonaristas e o STF, já considerando a possibilidade de um eventual governo de Flávio Bolsonaro, movimento que incomodou tanto a cúpula do governo quanto a ala mais próxima de Lula no Supremo.
Apesar dos 47% dos votos válidos obtidos por Flávio nas urnas e pesquisas que indicavam alta chance de vitória, o resultado presidencial não se concretizou, tornando os esforços de transição inviáveis.
Um membro do governo consultado pela coluna ironizou a situação ao afirmar que 'esqueceram de combinar com o povo e com as urnas'.



