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Economia

Especialista diz que mercado financeiro não deve se recuperar em 2026 após eleição

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 07:00
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Especialista diz que mercado financeiro não deve se recuperar em 2026 após eleição
Fatos Rápidos da Notícia
  • Empresas listadas na Bolsa brasileira perderam R$ 873 bilhões em valor de mercado na última semana
  • Daniel Teles afirma que não há perspectiva de melhora para o mercado financeiro em 2026
  • Dólar saltou de R$ 4,99 para cerca de R$ 5,30 após o resultado do segundo turno
Resumo Editorial

Daniel Teles, da Valor Investimentos, avalia que a queda recente da Bolsa brasileira foi exagerada, mas aponta fatores estruturais que impedem uma melhora no cenário financeiro até o final do ano.

As empresas listadas na Bolsa brasileira perderam cerca de R$ 873 bilhões em valor de mercado na semana seguinte ao segundo turno das eleições presidenciais, que elegeu Lula. Segundo Daniel Teles, especialista e sócio da Valor Investimentos, essa queda foi uma reação exagerada ao chamado trade eleitoral, após o Ibovespa ter chegado próximo aos 210 mil pontos no primeiro turno e corrigido para a faixa de 168 mil pontos.

Teles explicou que investidores institucionais desfizeram posições no Brasil por acreditarem que o risco fiscal é muito grande nos próximos quatro anos de governo. Apesar disso, ele ressaltou que as empresas não perderam a capacidade de gerar receita e que o Ibovespa está abaixo de sua média histórica, negociando a oito vezes o preço pelo lucro.

Questionado sobre a possibilidade de melhora para o mercado ainda em 2026, o especialista foi categórico ao afirmar que não vê perspectivas positivas. Ele citou a explosão dos juros futuros na última semana, a falta de sinalizações claras do governo sobre responsabilidade fiscal e uma dívida contratada no período eleitoral estimada em R$ 400 bilhões.

A saída de capital também pressionou o câmbio, com o dólar subindo de cerca de R$ 4,99 para a casa dos R$ 5,30. Para Teles, esse movimento eleva a inflação e dificulta a equação econômica, com capital migrando para os Estados Unidos e outros mercados emergentes.

O especialista destacou que varejo e construção civil são os setores mais impactados pelo cenário de juros elevados, por dependerem do crédito. Ele concluiu que o país deve enfrentar mais quatro anos com a Selic em patamar superior ao histórico devido aos gastos públicos elevados e subsídios ao crédito.

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