O Índice de Preços de Alimentos da FAO atingiu média de 136 pontos em setembro de 2026, alta de 2 pontos (1,5%) frente ao nível revisado de agosto. Os preços dos cereais, óleos vegetais e açúcar registraram elevação, enquanto carnes recuaram e laticínios permaneceram estáveis.
Em comparação com setembro de 2025, o indicador subiu 5,8%, mas segue 15,1% abaixo do pico de março de 2022. O subíndice dos cereais foi o que mais pressionou o resultado, com alta mensal de 5,1%, liderada pelo trigo em razão de restrições logísticas no Mar Negro e clima seco na América do Norte.
Os óleos vegetais avançaram 0,9%, impulsionados pelo óleo de palma que compensou a queda do óleo de girassol. Já os preços dos açúcares subiram 6,1%, marcando o terceiro aumento mensal consecutivo e atingindo o maior patamar desde abril de 2025.
Por outro lado, o subíndice de carnes caiu 1,1%, refletindo cotações mais baixas para aves e suína. Os lácteos tiveram variação negativa de apenas 0,1%, com quedas nos queijos quase compensadas por aumentos no leite em pó.



