A votação de meio de mandato ocorre nesta terça-feira (3) e decidirá o controle da Câmara dos Representantes e de 35 das 100 cadeiras do Senado, além de 36 governos estaduais e outras posições públicas. Todos os 435 assentos da Câmara estão em disputa, e o resultado definirá as condições políticas para o restante do governo de Donald Trump, que assumiu a presidência em janeiro de 2025.
Se os republicanos mantiverem a maioria nas duas Casas, terão mais facilidade para aprovar as prioridades legislativas do presidente. Caso os democratas vencam, poderão dificultar os planos de Trump e abrir espaço para investigações contra sua administração.
Pesquisas apontam dificuldades para o Partido Republicano, pressionado pelos preços de combustíveis e alimentos e pela guerra no Irã. Levantamento da Universidade de Quinnipiac divulgado em 10 de setembro mostrou que 49% dos eleitores queriam o controle democrata da Câmara, contra 38% que preferiam os republicanos, com 13% sem opinião.
Uma pesquisa Reuters/Ipsos indicou que 46% dos democratas estavam muito entusiasmados com a votação, ante 31% dos republicanos. Como o voto não é obrigatório nos Estados Unidos, a participação eleitoral pode influenciar o resultado final.
Na véspera da eleição, pesquisa Reuters/Ipsos revelou que a aprovação de Trump ficava próxima de sua mínima histórica, com cerca de 32% dos entrevistados aprovando seu trabalho na Casa Branca. Entre eleitores independentes registrados, cerca de 50% viam o voto para o Congresso como uma manifestação contra o presidente, enquanto 13% votariam a favor dele e 33% disseram que ele não era um fator determinante.
No voto genérico para o Congresso, 46% dos eleitores registrados escolheriam os democratas, contra 38% os republicanos. A vantagem democrata de oito pontos percentuais era menor que os 11 pontos registrados na semana anterior. O levantamento nacional ouviu 1.765 adultos americanos pela internet e teve margem de erro de dois pontos percentuais.


