Uma juíza federal dos Estados Unidos impediu temporariamente que o governo do presidente Donald Trump envie aos estados listas de eleitores registrados que a administração considera possivelmente não cidadãos. A decisão também veta que autoridades federais solicitem a separação ou a não contabilização dos votos dessas pessoas até que a cidadania seja comprovada.
A magistrada Tanya Chutkan, indicada ao cargo pelo ex-presidente Barack Obama, afirmou que os dados utilizados pelo governo podem não ser confiáveis, criando risco de impedir eleitores legalmente registrados de votar. A medida ocorre em meio a uma campanha de pressão sobre autoridades eleitorais da Califórnia e do estado de Washington.
O Departamento de Justiça defendeu as cartas enviadas como parte do esforço para aplicar uma lei federal que proíbe o voto de não cidadãos, mas organizações de defesa do direito ao voto alegaram violação à Lei de Privacidade de 1974. O voto de não cidadãos é ilegal e todas as evidências disponíveis indicam que a prática é extremamente rara.
Outros juízes federais também se posicionaram contra as iniciativas do governo: um magistrado de Los Angeles rejeitou pedido para obrigar a Califórnia a separar cédulas de mais de 20 mil eleitores, e um juiz de San Francisco determinou que o Departamento de Justiça pare de ameaçar processar autoridades estaduais e locais que não cumpram as exigências federais.


