Karol Nawrocki convocou consultas de emergência neste sábado (31/10) com representantes das forças parlamentares para discutir a crise envolvendo o Tribunal Constitucional da Polônia. O presidente classificou a movimentação como uma violação da ordem constitucional e uma tomada à força de um órgão do Estado, pedindo ainda a retirada das forças policiais mobilizadas no entorno do tribunal.
O estopim foi o anúncio da juíza Anna Korwin-Piotrowska, que na sexta-feira (30/10) suspendeu Bogdan Swieczkowski e assumiu a presidência da corte, alegando a necessidade de restaurar o Estado de Direito. Nawrocki afirmou ter consultado Zbigniew Kapiński, primeiro presidente do Supremo Tribunal, que não reconhece como legais as ações realizadas por pessoas que estariam usurpando o poder na Corte Constitucional.
O governo do primeiro-ministro Donald Tusk tenta afastar juízes nomeados durante a gestão anterior do partido Lei e Justiça (PiS), que governou entre 2015 e 2023, além de enfrentar bloqueios de Nawrocki quanto à nomeação de novos integrantes da corte. O ministro da Justiça, Waldemar Zurek, informou que pediu a revogação da imunidade do magistrado suspenso e de seu vice, Bartlomiej Sochanski.
Em meio à disputa, a conta oficial do Tribunal Constitucional afirmou que Swieczkowski continuava exercendo suas funções, evidenciando a divergência sobre a validade das decisões tomadas dentro da instituição. O primeiro-ministro Donald Tusk defendeu as medidas em publicação no X, afirmando que o processo é difícil e exige medidas decisivas.



