O levantamento mais recente do Radar, realizado em parceria com o Instituto Locomotiva, demonstrou que os principais modelos de inteligência artificial do mercado superam significativamente a média humana de QI, estabelecida em 100 pontos, com destaque para o Claude Fable 5, da Anthropic, que alcançou 137 pontos, seguido do GPT-5.6 Sol, da O penAI, com 136.
Metodologia e Alcance do Radar
A análise abrangente incluiu 12 modelos de inteligência artificial desenvolvidos por empresas norte-americanas de referência, como O penAI e Anthropic, e startups chinesas emergentes, como DeepSeek e Moonshot, com base em resultados de provas técnicas adaptadas para estimativa de QI, já que as ferramentas não submeteram seus sistemas aos testes tradicionais de QI.
O estudo revelou que todas as IAs analisadas ultrapassaram o patamar humano de QI de 100 pontos, com desempenho superior em atividades acadêmicas (140), matemática (137), programação (135) e uso do computador (134), enquanto habilidades como confiabilidade (119) e raciocínio abstrato (118) apresentaram queda relativa.
O Claude Fable 5 da Anthropic alcançou a maior pontuação entre os modelos analisados: 137 pontos de QI
Repercussão Institucional e Desdobramentos Regulatórios
As autoridades regulatórias brasileiras mantêm postura técnica de monitoramento contínuo sobre os impactos das IAs avançadas, com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação destacando a necessidade de marcos éticos e de governança adequada para sistemas com desempenho cognitivo superior ao humano médio.
O neurocientista Álvaro Machado ressalta que a diferença na pontuação reflete a especialização das IAs em tarefas mensuráveis e técnicas, com limitações em situações que exigem criatividade genuína ou resolução de problemas nunca antes testados.



