O Estado Islâmico (ISIS) entrou em confronto com a Al-Qaeda na província de Oudalan, no norte de Burkina Faso, resultando na morte de mais de 100 terroristas ligados ao grupo fundado por Osama bin Laden, segundo divulgou o próprio ISIS.
Embora a data exata dos combates não tenha sido esclarecida, imagens publicadas pelo Estado Islâmico exibem os corpos de jihadistas da Al-Qaeda, muitos deles queimados, permitindo a contagem de 120 homens mortos nos registros.
Originalmente fundado como um braço da Al-Qaeda no Iraque, o ISIS rompeu com a organização em meados de 2014, quando Abu Bakr al-Baghdadi rejeitou a liderança do grupo fundado por bin Laden e estabeleceu o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que também passou a atuar na Síria.
Nos últimos anos, ambos os grupos migraram suas operações para o continente africano, focando principalmente países instáveis da região do Sahel, onde travam o que especialistas denominam “guerra civil jihadista”, com pano de fundo em disputas territoriais e ideológicas que afetam Burkina Faso, Mali e Níger.



