A O peração Disco de O uro II, coordenada pela Polícia Federal, revelou que o operador financeiro Julio Cesar Jacobsen movimentou R$ 43,8 milhões e sacou R$ 11,2 milhões em espécie como parte de um esquema estruturado de venda ilegal de cassiterita, com recursos repassados diretamente a Diego Possebon, líder da organização criminosa responsável pela comercialização irregular do minério.
Contexto Institucional e Histórico da Investigação
Documentos da Polícia Federal obtidos pela imprensa detalham a atuação de Jacobsen como 'testa de ferro' e 'laranja' de Diego Possebon, com movimentações bancárias totalizando R$ 32,6 milhões das transferências registradas em suas contas. Entre março e maio de 2023, os créditos ultrapassaram R$ 40 milhões, conforme relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), evidenciando incompatibilidade com sua renda declarada como motorista particular e dono da empresa J. Cesar Jacobsen.
Antecedentes indicam que o esquema envolvia a falsificação documental para legitimar a origem da cassiterita extraída ilegalmente da Indígena Yanomami em Roraima, sendo declarada como proveniente de garimpo regular em Itaituba (PA), processo que foi desvendado após a apreensão de 30 toneladas do minério em janeiro de 2022.
Mais de R$ 246 milhões foram movimentados e ocultados por meio da comercialização e exportação irregular de cassiterita pelo esquema investigado.
Repercussão Jurídica e Cenários Futurísticos
A Justiça Federal autorizou o sequestro de bens e valores correspondentes a R$ 48 milhões, com execução de 12 mandados de busca e apreensão e 17 ordens judiciais que atingem desde imóveis até contas bancárias vinculadas ao grupo, incluindo interesses empresariais como a A. P. N. Serviços, ligada ao cantor Alexandre Pires.
Com base nos diálogos apreendidos, onde Possebon orientava: 'O meu motorista tá indo aí retirar os vivos', as investigações reforçam o papel operacional de Jacobsen na logística do fluxo financeiro e na coordenação física do transporte de recursos em espécie utilizando veículos vinculados à organização criminosa.



