Na manhã de domingo, após intensas negociações que se arrastaram por mais de dez rodadas entre as concessionárias de transporte coletivo do Distrito Federal e o Sindicato dos Motoristas, a proposta de reajuste salarial de 6% foi formalmente apresentada, embora rejeitada pelos rodoviários, que decretaram greve para a segunda-feira (28/9), em repúdio à decisão das empresas.
Contexto Histórico e Estrutura Negocial da O ferta
As concessionárias do DF, representadas pelas entidades do setor, divulgaram que a proposta inicial previa o aumento salarial de 6%, superior à inflação acumulada de 4,11% no período, além de ajustes progressivos nos benefícios, como reajuste de 7% no tíquete-refeição e cesta básica, e de 11,88% nos planos de saúde e odontológico.
Conforme registro das negociações, os salários dos motoristas subiram de R$ 1.607,05 para R$ 4.034,60 entre o início do contrato e o momento da oferta, índice equivalente a 151%, enquanto a inflação medida pelo INPC acumulou 97%, segundo dados oficiais do Banco Central.
A diferença entre a evolução salarial real e a inflação acumulada ultrapassou os 60 pontos percentuais com a proposta atual.
Repercussão O ficial e Desafios para a Mobilidade Urbana
As concessionárias reiteraram que mantêm abertura ao diálogo, desde que o sindicato cumpra a Lei nº 7.783/1989, que assegura o direito de greve em serviços essenciais, mas proíbe paralisações que comprometam o acesso indispensável da população.
Com a greve programada para esta segunda-feira, órgãos públicos e concessionárias já acionaram mecanismos de contingência para garantir mobilidade mínima aos usuários.



