Durante o domingo, 28 de setembro, Simone Tebet (PSB) proferiu declaração em favor da liberdade religiosa ao defender a fé de cristãos e não cristãos de matriz afro, em ato realizado diante à Catedral da Sé de São Paulo, após missa realizada em memória de Amelinha Teles, jornalista torturada durante a ditadura militar e falecida em 22 de setembro aos 81 anos.
Contexto Histórico e Institucional da Polêmica Religiosa
A fala da candidata ao Senado ocorreu no âmbito de uma ofensiva política nacional que busca utilizar símbolos religiosos como campo de disputa eleitoral para as eleições presidenciais e legislativas de 2026, conforme evidenciado pela ampliação da decisão judicial do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que determinou a remoção imediata de publicações nas plataformas digitais X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube vinculadas à narrativa falsa de que Nossa Senhora Aparecida seria retirada do status de padroeira do Brasil.
A apuração revelou que a controvérsia se originou de processo movido pelo candidato à presidência do PL, Flávio Bolsonaro, contra o humorista Antonio Tabet, no qual este teria vinculado a Tebet à suposta proposta de desvincular Nossa Senhora Aparecida da tradição nacional, fato este amplamente divulgado por agentes políticos e multiplicado por redes sociais sob alegação de ofensa à identidade religiosa do país.
A decisão judicial do STF autoriza a remoção de conteúdos falsos sobre Nossa Senhora Aparecida sem necessidade de processo judicial individual para cada publicação.
Repercussão Política e Desdobramentos Estratégicos
O ministro André Mendonça justificou a medida ao afirmar que a censura visava proteger a liberdade religiosa dos fiéis, com destaque para a defesa da pluralidade espiritual no Estado brasileiro, garantindo que postagens ofensivas ou distorcidas sobre Nossa Senhora Aparecida seriam removidas das plataformas digitais.
O ex-prefeito Fernando Haddad (PT) defendeu publicamente Marina Silva e Simone Tebet dos ataques proferidos por Tarcísio de Freitas e aliados, destacando que os críticos teriam ofendido as candidatas por considerá-las 'forasteiras' em São Paulo, em clara tentativa de polarizar o eleitorado paulistano.



