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Política

Tebet clama defesa universal da fé após censura judicial sobre Nossa Senhora Aparecida

PorAlessandra FerreiraVerificadoOrtografia IAPublicado Há 45 min
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Tebet clama defesa universal da fé após censura judicial sobre Nossa Senhora Aparecida
Fatos Rápidos da Notícia
  • Simone Tebet afirmou que é necessário defender a fé de todos os cristãos e não cristãos de matriz afro, durante ato em frente à Catedral da Sé no domingo (28/9), após missa em homenagem a Amelinha Teles, morta em 22/9 aos 81 anos
  • A decisão do ministro do STF André Mendonça determinou a remoção de publicações nas plataformas X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube relacionadas à fake news sobre Nossa Senhora Aparecida na campanha 2026, sem necessidade de novo processo judicial para cada conteúdo
  • Haddad defendeu Tebet e Marina Silva contra ataques de Tarcísio de Freitas e seus aliados, argumentando que eles teriam ofendido a ambas por considerá-las 'forasteiras' em São Paulo
Resumo Editorial

Tebet defende liberdade religiosa universalmente após STF determinar remoção de conteúdos falsos sobre Nossa Senhora Aparecida das redes digitais.

Durante o domingo, 28 de setembro, Simone Tebet (PSB) proferiu declaração em favor da liberdade religiosa ao defender a fé de cristãos e não cristãos de matriz afro, em ato realizado diante à Catedral da Sé de São Paulo, após missa realizada em memória de Amelinha Teles, jornalista torturada durante a ditadura militar e falecida em 22 de setembro aos 81 anos.

Contexto Histórico e Institucional da Polêmica Religiosa

A fala da candidata ao Senado ocorreu no âmbito de uma ofensiva política nacional que busca utilizar símbolos religiosos como campo de disputa eleitoral para as eleições presidenciais e legislativas de 2026, conforme evidenciado pela ampliação da decisão judicial do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que determinou a remoção imediata de publicações nas plataformas digitais X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube vinculadas à narrativa falsa de que Nossa Senhora Aparecida seria retirada do status de padroeira do Brasil.

A apuração revelou que a controvérsia se originou de processo movido pelo candidato à presidência do PL, Flávio Bolsonaro, contra o humorista Antonio Tabet, no qual este teria vinculado a Tebet à suposta proposta de desvincular Nossa Senhora Aparecida da tradição nacional, fato este amplamente divulgado por agentes políticos e multiplicado por redes sociais sob alegação de ofensa à identidade religiosa do país.

Ponto de Destaque

A decisão judicial do STF autoriza a remoção de conteúdos falsos sobre Nossa Senhora Aparecida sem necessidade de processo judicial individual para cada publicação.

Repercussão Política e Desdobramentos Estratégicos

O ministro André Mendonça justificou a medida ao afirmar que a censura visava proteger a liberdade religiosa dos fiéis, com destaque para a defesa da pluralidade espiritual no Estado brasileiro, garantindo que postagens ofensivas ou distorcidas sobre Nossa Senhora Aparecida seriam removidas das plataformas digitais.

O ex-prefeito Fernando Haddad (PT) defendeu publicamente Marina Silva e Simone Tebet dos ataques proferidos por Tarcísio de Freitas e aliados, destacando que os críticos teriam ofendido as candidatas por considerá-las 'forasteiras' em São Paulo, em clara tentativa de polarizar o eleitorado paulistano.

Atenção / Ponto Crítico
As plataformas digitais têm prazo estabelecido para cumprir a ordem judicial sob pena de suspensão administrativa ou multa administrativa prevista na legislação brasileira

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