Em entrevista concedida à emissora de televisão na manhã de segunda-feira (24), o candidato do Movimento Democrático Brasileiro à chefia do Executivo mineiro, Gabriel Azevedo, ressaltou que o estado não pode ser tratado como mero palanque para os pleitos nacionais, reiterando sua posição de neutralidade na corrida presidencial e defendendo uma gestão orientada ao diálogo institucional com todos os poderes da República.
Contextualização das conversas partidárias e posicionamento de Azevedo
De acordo com apuração realizada junto ao candidato, nomes como Cleitinho, filiado ao Republicanos, e Mateus Simões, membro do PSD, foram acionados em conversas informais acerca da viabilidade de sua candidatura a vice-governador nas chapas estaduais em formação, evidenciando um movimento de aproximação entre pré-candidatos regionais e lideranças locais do MDB.
Azuve, que já havia declarado publicamente sua intenção de não utilizar Minas Gerais como plataforma para embates presidenciais, reforçou que sua trajetória política será guiada pela programação e pela necessidade de construção de alianças com base em projetos concretos, afastando-se da prática de utilizar o estado como mero cartório eleitoral para candidatos nacionais.
Azuve afirmou que seguirá rigorosamente o posicionamento do MDB, mantendo postura neutra na disputa presidencial sem declarar apoio a nenhum candidato ao Planalto.
Repercussão institucional e perspectivas futuras
Em resposta à pergunta da sobre eventual apoio a algum candidato à Presidência, Azevedo destacou que sua decisão obedecerá às diretrizes do partido, ressaltando que a neutralidade estratégica visa preservar a autonomia política de Minas Gerais e evitar a polarização excessiva que poderia comprometer a governabilidade estadual.
Especialistas em ciência política apontam que a postura do MDB pode servir como referência para outras siglas em situações de tensão entre nível federal e local, enquanto o prefeito Romeu Zema, criticado por Azevedo por priorizar publicações digitais sobre propostas estruturantes, deve intensificar seu engajamento na agenda nacional sem perder foco nos desafios locais.



