Na manhã de 19 de outubro, durante sabatina televisiva concedida ao canal SBT Brasília, a governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), reafirmou seu compromisso de transformar o setor de saúde pública por meio da redirecionamento de recursos financeiros da estrutura administrativa do Instituto de Gestão Estratégia do DF (Iges-DF) para a contratação emergencial de profissionais da saúde, em resposta à demanda crescente por serviços médicos e assistenciais.
Reestruturação O rçamentária e Priorização da Saúde Pública
A governadora Celina Leão anunciou, em entrevista coletada no âmbito da sabatina parlamentar, plano de contenção de despesas administrativas do Iges-DF com o objetivo de ampliar a contratação imediata de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, visando otimizar a execução das políticas públicas em saúde. Segundo ela, a análise minuciosa dos setores do instituto permitirá identificar gastos considerados operacionais e burocráticos, com foco na realocação desses recursos para a atividade-fim institucional.
Nos últimos anos, o Distrito Federal tem enfrentado desafios estruturais na oferta de profissionais da saúde, agravados pela precarização de carreiras e pela dificuldade de manter equipes multidisciplinares nas unidades básicas. A reestruturação proposta pela gestora se insere num quadro mais amplo de investimento em capital humano público, que inclui também as áreas de educação e assistência social, conforme outlined no plano de governo.
A governadora afirma que o Distrito Federal tem previsibilidade de fechar o ano com excedente de caixa de R$ 3 bilhões, permitindo realocar recursos sem comprometer a sustentabilidade fiscal.
Consequências Jurídicas e Políticas da Reestruturação Salarial
A proposta será formalizada por meio de projeto a ser encaminhado à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), onde deverá detalhar o aumento salarial dos profissionais da saúde, educação e assistência social, com o objetivo de atrair e reter talentos no serviço público estadual. A iniciativa conta com respaldo técnico do BRB, que mantém plano de recuperação financeira sem previsão de privatização.
As declarações da governadora reforçam a aposta em gestão eficiente e transparência administrativa, com base em indicadores como o Capag (Capacidade de Pagamento) do Tesouro Nacional, que segundo ela evoluirá para a nota A até 2025 após correções orçamentárias implementadas desde 2023.



