A Bolsa brasileira viveu um dia de intensa volatilidade no dia seguinte ao resultado do segundo turno das eleições. A B3 acionou o mecanismo de proteção para conter quedas acentuadas do Ibovespa, que chegou a cair mais de 17% no pior momento e fechou o pregão com recuo de 13,88%, aos 176.608,23 pontos. Durante meia hora, a negociação de renda fixa privada, opções referenciadas em ações, BDRs e ETFs ficou paralisada.
Para o economista Thiago Godoy, apresentador do Resenha do Dinheiro, essa reação pode ter sido exagerada. Segundo ele, a expectativa frustrada dos investidores com o resultado do pleito motivou a forte queda, assim como a euforia pelo favoritismo de Flávio Bolsonaro no primeiro turno também pode ter impulsionado excessivamente os ativos. O Ibovespa havia atingido recorde de 209,6 mil pontos antes do segundo turno.
Marília Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, defende que os investidores mantenham a calma e analisem os próximos passos do governo para a economia. Ela ressalta a importância de olhar para o longo prazo após a euforia do primeiro turno e a volatilidade do segundo. Godoy complementa que agora é necessário acompanhar as medidas que serão implementadas para o reequilíbrio das contas públicas.



