Donald Trump voltou a ameaçar o Irã nesta quinta-feira (5/11) e não descartou ampliar os ataques contra o país. Questionado sobre propostas de mediadores para um acordo envolvendo o programa nuclear iraniano, o republicano afirmou que preferia evitar uma nova ofensiva, mas admitiu a possibilidade de destruir o que ainda resta do território iraniano.
“Eu preferiria não destruir o resto do país, se possível, mas talvez eu tenha que fazê-lo. Vocês saberão em breve”, declarou Trump. Ele também afirmou que o Irã não poderá fazer nada em relação ao programa nuclear sem a aprovação dos Estados Unidos.
A nova ameaça foi feita um dia depois de Trump reconhecer que a guerra contra o Irã contribuiu para a derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato, realizadas na terça-feira (3/11). Os democratas conquistaram a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado, em um resultado chamado pela imprensa americana de “onda azul”, em referência à cor do partido.
Na quarta-feira (4/11), ao comentar o resultado eleitoral, o chefe da Casa Branca admitiu que o conflito influenciou o desempenho republicano, especialmente por causa dos impactos econômicos da guerra. Apesar disso, defendeu a decisão de iniciar a ofensiva e afirmou que não poderia permitir que o Irã desenvolvesse uma arma nuclear.


