O presidente do Paraguai, Santiago Peña, enfrenta uma crise política e bancária desencadeada pelo fechamento do Ueno Bank, principal banco digital do país. O Banco Central iniciou o processo de liquidação da instituição na última terça-feira (3), ao constatar que a solvência do sistema estava abaixo da metade do mínimo exigido para operar. Com o bloqueio das contas de aproximadamente 3 milhões de usuários — quase metade dos 6,5 milhões de habitantes do país — e o congelamento de ativos e passivos, cerca de US$ 850 milhões em fundos públicos ficaram sob gestão do banco, afetando principalmente aposentados.
A pressão sobre o governo aumentou com a renúncia do presidente do Banco Central, pedida por Peña ainda na terça-feira. Na quinta-feira (5), o Congresso iniciou sessão para debater o impeachment do mandatário, enquanto o Ministério Público anunciou a abertura de investigação sobre supostas irregularidades relacionadas ao Ueno Bank. Às 13h16, Peña divulgou vídeo nas redes sociais comunicando sua renúncia à Presidência da República, alegando pensar na estabilidade do país, na paz social e na preservação das instituições democráticas.



