Na manhã de quinta-feira (24/9), a Polícia Federal deflagrou a O peração Filargíria em Boa Vista, Roraima, visando investigar um esquema de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro no montante de aproximadamente R$ 25 milhões, envolvendo fraudes em licitações e movimentação irregular de valores em espécie, com apurações que se iniciaram em outubro de 2025 após a prisão de um suspeito portando cerca de R$ 305 mil em dinheiro.
Contexto Institucional e Desenvolvimento da Investigação
A operação, coordenada pela PF e autorizada pelo Juízo das Garantias da Vara de Entorpecentes e O rganizações Criminosas da Comarca de Boa Vista, cumpriu dois mandados de busca e apreensão domiciliares e em estabelecimentos comerciais, com o objetivo de esclarecer a origem dos recursos, identificar beneficiários diretos e coletar provas documentais e periciais relacionadas à prática reiterada de entrega de dinheiro em espécie a terceiros e uso de contas bancárias para dissimulação financeira.
O caso emergiu após a captura, em flagrante, de um homem no interior do estado portando cerca de R$ 305 mil em espécie, fato que desencadeou diligências que revelaram indícios robustos de participação em esquemas fraudulentos envolvendo licitações públicas no Amazonas e o uso sistemático de recursos públicos para fins ilícitos, configurando crime previsto nos artigos 1º e 2º da Lei nº 7.347/85 (Lei Antilavagem de Dinheiro) e no artigo 171 do Código Penal (sonegação fiscal).
A O peração Filargíria apura esquema fraudulento que movimentou aproximadamente R$ 25 milhões por meio de licitações e lavagem de dinheiro em Roraima.
Repercussão Jurídica, Institucional e Próximos Desdobramentos
A ação foi comunicada ao Ministério Público Federal (MPF) e à Controladoria-Geral da União (CGU), que já iniciaram acompanhamento paralelo para apurar eventuais falhas na gestão pública estadual, enquanto o Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1) decretou monitoramento especial das contas vinculadas ao caso para prevenir novas movimentações irregulares durante o curso da investigação.
As autoridades ressaltam que a operação visa não apenas responsabilizar os envolvidos, mas também reforçar mecanismos de transparência na contratação pública, com possibilidade de aplicação de sanções administrativas que prevêem multas sucessivas, perda do direito de contratar com o poder público e até prisão com pena máximas previstas na legislação penal vigente.



