Carregando...
Voltar para a página inicial
Polícia

Advogado cobra propina policial em honorários de liberação de eletrônicos

PorAlfredo HenriqueVerificadoOrtografia IAPublicado Há 47 min
Ouvir NotíciaRecurso Beta

Locução neural da Yumi IA em português

0:000:00
Advogado cobra propina policial em honorários de liberação de eletrônicos
Fatos Rápidos da Notícia
  • O advogado Sidiclei da Costa Almeida foi preso em 28/8 em operação conjunta do Gaeco e da Corregedoria da Polícia Civil por suspeita de intermediar propina para liberar cargas de eletrônicos apreendidas
  • Segundo a decisão judicial, Sidiclei cobrou R$ 35 mil em honorários e registrou que parte do serviço envolvia 'resolução de problemas relacionados à apreensão [acerto]', com indícios de mistura entre honorários legítimos e valores de corrupção
  • O esquema envolve policiais civis Bruno Moreno dos Santos, José Adriano Pereira da Silva Nishi e Marcos Vinicius de Souza Melo, além do empresário Thiago Marcel Magnabosco e do foragido Jonathan Renan Vieira, com apurações que identificam movimentação de R$ 115 mil em serviços correlacionados a vantagens indevidas
Resumo Editorial

Advogado cobrou R$ 35 mil em honorários, parte destinada a subornar policiais civis para liberar cargas de eletrônicos apreendidas, configurando esquema corruptivo investigado pelo Gaeco.

Em operação coordenada pelo Gaeco e pela Corregedoria da Polícia Civil, o advogado Sidiclei da Costa Almeida foi preso nesta sexta-feira (28/8) sob a suspeita de intermediar pagamentos de propina para facilitar a liberação de cargas de eletrônicos apreendidas por agentes públicos, configurando um esquema de corrupção que envolvia também três policiais civis, um empresário e um foragido.

Contexto e Apuração do Esquema Corrupto

A investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime O rganizado (Gaeco), em conjunto com a Corregedoria da Polícia Civil, revelou que Sidiclei da Costa Almeida cobrou honorários de R$ 35 mil, registrando por escrito que parte do serviço consistia na "resolução de problemas relacionados à apreensão [acerto]¡", conforme consta na decisão judicial. As apurações indicam que valores adicionais, somando R$ 115 mil conforme documentos localizados no celular do empresário Thiago Marcel Magnabosco, seriam destinados a policiais civis envolvidos no desvio de cargas apreendidas.

Antecedentes e contexto institucional evidenciam que a prática corrosiva se configurou por meio da negociação direta entre o advogado e agentes públicos, com repasses via Pix, uso de contas bancárias privilegiadas e orientações para manipulação de declarações oficiais com o objetivo de fraudar procedimentos aduaneiros e liberar mercadorias ilicitamente.

Ponto de Destaque

O esquema movimentou R$ 115 mil em serviços correlacionados a vantagens indevidas, incluindo pagamentos em dinheiro vivo e transferências via Pix.

Repercussão Legal e Desdobramentos Imediatos

A Justiça reconheceu indícios de atuação que "transcenderia o exercício regular da advocacia", justificando as buscas realizadas contra Sidiclei, enquanto o Ministério Público de São Paulo (MPSP) identificou Thiago Marcel Magnabosco como possível líder do grupo responsável pela coordenação das cargas ilícitas.

A defesa dos acusados ainda não foi localizada, mas o caso deve culminar em processo penal por crimes contra a administração pública e lavagem de valores, com penas que podem chegar a 12 anos de reclusão para os envolvidos.

Atenção / Ponto Crítico
A Justiça determinou prisão preventiva até novo aviso, com risco de forfeiture de bens e perda do direito à prática profissional caso condenados.

Verificação Editorial Giro Mix News

Conteúdo apurado, sintetizado e verificado com a inteligência editorial Yumi IA.

Conhecer Yumi IA →
Feedback anônimo dos leitores

Notícias Relacionadas

RÁDIO WEB

GiroMix Rádio