Na manhã de quinta‑feira (17/9), a Polícia Civil de São Paulo, em conjunto com o Ministério Público do Estado, deflagrou a O peração Vectura Corrupta, que resultou na prisão preventiva de 16 suspeitos, entre eles o ex‑vereador Milton Leite, presidente do União Brasil em São Paulo, o candidato a deputado estadual Danilo Morgado (PL) e o ex‑presidente da SPTrans, Levi dos Santos O liveira, conforme decretos judiciais divulgados pelo Poder Judiciário.
Contexto Institucional e Histórico da O peração
A investigação, coordenada pela 2ª Delegacia de Polícia de São Paulo e pelo Promotor de Justiça Especializado em Crimes O rganizados, apurou indícios de vínculos entre o núcleo político do Primeiro Comando da Capital (PCC) e uma rede de empresários do setor de transporte coletivo. Testemunhos colhidos nos inquéritos civis e nas audiências da Comissão de Segurança Pública indicam que recursos públicos destinados à gestão de tarifas e à manutenção da frota teriam sido desviados para fins ilícitos, inclusive para o financiamento de atividades criminosas da organização criminosa.
Nos autos, o juiz federal responsável pela medida cautelar destacou a gravidade dos crimes previstos nos artigos 1º e 2º da Lei nº 12.850/2013 (Lei Antidrogas) e nos dispositivos da Lei nº 8.112/1990 (Lei de Licitações), justificando a prisão preventiva como medida necessária para a garantia da ordem pública e para a instrução adequada dos fatos.
Foram decretadas prisões preventivas contra 16 suspeitos, incluindo ex‑vereadores, candidatos a cargo público e ex‑diretores da SPTrans.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
O Ministério Público de São Paulo informou que as diligências seguem com o objetivo de esclarecer a extensão da rede corruptiva e identificar eventuais prefeitos, secretários e parlamentares envolvidos; o juiz concedeu prazo de 48 horas para que as autoridades apresentem plano de ação detalhado, sob pena de revogação da prisão preventiva.
Milton Leite reiterou que não está foragido, afirmando que irá se apresentar às autoridades dentro do prazo legal de 24 horas, argumentando que saiu para cuidar de assuntos empresariais e da campanha do filho, candidato a deputado estadual.



