O diagnóstico de câncer traz impactos que vão além dos sintomas físicos, gerando medos e incertezas que podem afetar a rotina do paciente. Nesse cenário, a psico-oncologia surge como um recurso fundamental para garantir qualidade de vida e adesão às condutas médicas durante todo o tratamento.
A psicóloga Anastacia Cristina explica que momentos de angústia intensa e exaustão emocional podem levar o paciente a esquecer horários de medicação, faltar a sessões ou se isolar. Ela reforça que a saúde mental interfere na capacidade de seguir o cronograma terapêutico, pois o sofrimento não tratado afeta o sono, a disposição e o funcionamento do organismo.
A médica oncologista Roberta Galvão ressalta que falhas na adesão ao tratamento frequentemente estão ligadas ao medo do desconhecido, incerteza sobre efeitos colaterais ou exaustão acumulada. Para ela, a escuta ativa e o diálogo transparente entre médico, paciente e família ajudam a transformar o desconhecido em algo mais concreto e manejável.
Embora especialistas destaquem que o estado emocional não determina diretamente o sucesso da oncologia, eles alertam que o estresse crônico causa alterações neuroendócrinas e imunológicas. O impacto maior da saúde mental no tratamento ocorre de forma indireta, por meio da adesão às orientações médicas.



