A pesquisa Real Time Big Data, registrada no TSE sob o código BR-03490/2026 e divulgada em 1º de setembro, aponta empate técnico com 44% de intenção de voto para Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno para a Presidência da República, com os resultados obtidos entre 27 e 31 de agosto em amostra de 2 mil eleitores, margem de erro de 2 pontos percentuais e confiança de 95%.
Contexto Institucional e Metodológico da Pesquisa Eleitoral
A pesquisa foi conduzida pelo instituto Real Time Big Data entre os dias 27 e 31 de agosto, com amostragem representativa de 2 mil eleitores em todo o território nacional, conforme metodologia rigorosa certificada pelo Tribunal Superior Eleitoral. A pergunta central – "Em outubro teremos eleições. Se a eleição para presidente da República fosse para o segundo turno, em quem o(a) senhor(a) votaria se os nomes fossem estes?" – permitiu medir com precisão a intenção de voto direta em cenários hipotéticos, eliminando viéses de preferência partidária prévia. O empate técnico entre os dois principais candidatos reflete uma polarização estrutural no eleitorado, onde nenhum dos lados consegue consolidar vantagem decisiva mesmo após meses de campanha.
Além da simulação principal com Lula e Flávio Bolsonaro, o levantamento incluiu outros cenários hipotéticos que consideraram a possível candidatura de Pablo Marçal, inelegível até 2032 mas registrado no TSE por solicitação formal. Nos ajustes que excluem Marçal, Lula lidera com 38% contra 30% de Flávio e 11% de Augusto Cury, enquanto a inclusão do ex-coach redistribui votos: Lula mantém 38%, Flávio recua para 29%, Cury atinge 10% e Renan Santos chega a 6%, evidenciando a fragmentação do campo anti-PT.
O empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro na simulação principal revela uma divisão estável do eleitorado na faixa dos 44%
Repercussão Legal e Estratégica Diante do Empate Eleitoral
As declarações oficiais reforçam a seriedade do cenário. Segundo o presidente da Justiça Eleitoral, Tarcísio Vieira de Carvalho, 'o registro de candidatura deve obedecer estritamente à legislação vigente', destacando que a inelegibilidade de Marçal até 2032 não impede seu nome constar na simulação técnica, desde que o pedido tenha sido formalmente protocolado junto ao TSE. Essa distinção entre registro processual e inelegibilidade efetiva gera debates técnicos sobre os limites da simulação eleitoral.
O confronto direto entre os dois principais candidatos, mesmo empatado tecnicamente, sinaliza um eleitorado indeciso que pode ser decisivo nas urnas. Cenários futuros dependerão da evolução das ações judiciais sobre Marçal, da estratégia de campanha dos dois principais partidos e da reconfiguração das alianças regionais, com especial atenção para os movimentos econômicos e sociais que podem inclinar o equilíbrio antes do segundo turno.
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