Na manhã de 9 de setembro, o presidente da Câmara Municipal de Sumaré, Hélio Pereira da Silva (Cidadania), foi preso temporariamente pela Força Integrada de Combate ao Crime O rganizado (Ficco) durante a O peração Archimagus, sob suspeita de receber e guardar valores em espécie de investigados no esquema de financiamento para a compra, armazenamento e distribuição de drogas no município paulista.
Contexto Institucional e Antecedentes da Investigação
As investigações da Polícia Federal, coordenadas com o Ministério Público de São Paulo e as polícias Civil e Militar, revelaram que Hélio Silva utilizava o Toyota Corolla preto, veículo oficial da Câmara Municipal, para receber sacolas contendo numerário em espécie de indivíduos ligados ao tráfico, como Jurailton Rosa dos Santos, em encontros ocorridos entre janeiro e agosto de 2024.
O político já havia sido alvo de investigações prévias e, segundo documentos obtidos pelo, era conhecido no grupo criminoso como 'Mister M', tendo utilizado um sítio em Jacutinga (MG) para armazenar drogas e um imóvel em Paulínia para guardar armas de fogo, incluindo um fuzil e pistolas, conforme consta nos mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça.
Hélio Silva recebeu em espécie mais de R$ 150 mil em 10 encontros entre janeiro e agosto de 2024, segundo apurações da Polícia Federal.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Legais
A Câmara Municipal de Sumaré declarou, por meio de nota oficial, que a investigação é de caráter pessoal contra Hélio Silva e que não há indícios de envolvimento das atividades institucionais do Legislativo, reforçando o princípio constitucional da presunção de inocência do vereador.
A defesa jurídica do parlamentar está realizando a análise minuciosa dos fatos e se compromete a apresentar esclarecimentos formais no momento oportuno, enquanto a Justiça mantiene a prisão preventiva como medida cautelar em razão do risco de fuga e obstaculização das investigações.



