A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), reiterou nesta terça-feira (20/10), durante encontro com empresárias na Asa Norte, seu pedido para que os professores suspendam a paralisação geral prevista para 21/10, quatro dias antes do segundo turno das eleições, sob o argumento de que a mobilização poderia comprometer a tranquilidade da comunidade escolar e a imparcialidade do processo eleitoral. O Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) já havia convocado o ato para quarta-feira, com suspensão das aulas em todas as escolas públicas do DF, enquanto o juiz eleitoral recentemente proibiu a distribuição de camisetas com o número da candidatura de Celina Leão, em decisão destinada a preservar o equilíbrio do pleito eleitoral.
Contexto Institucional e Desafios da Apuração
A governadora Celina Leão, por meio de pronunciamento em reunião com representantes do setor empresarial na região da Asa Norte, reiterou seu entendimento de que a paralisação dos professores, programada para 21/10, deve ser reconsiderada devido à proximidade iminente do segundo turno das eleições, evento que pode ser afetado pela visibilidade política da mobilização. A apuração constatou que, embora o Sinpro-DF tenha declarado que a greve visa pressionar por ajustes na política educacional distrital e maior diálogo com o governo, a governadora destacou que o momento é inadequado, considerando os riscos de polarização e desgaste institucional. A ausência de comunicação prévia com Celina Leão, apesar de seu histórico de engajamento com a categoria profissional na Câmara Distrital, reforça a percepção de descompasso na interlocução.
Antecedentes indicam que o Sinpro-DF tem histórico de mobilizações para reivindicar melhorias salariais, condições estruturais de trabalho e autonomia pedagógica, enquanto Celina Leão, reeleita em 2018 com 59% dos votos válidos segundo dados do Real Time Big Data, mantém postura conciliadora mas firme no entendimento de que pautas sindicais devem ser postergadas até após o pleito eleitoral.
A governadora afirma que uma paralisação quatro dias antes da eleição prejudica principalmente a comunidade escolar e coloca em risco a imparcialidade do processo eleitoral.
Repercussão Jurídica e Perspectivas Futuras
O juiz eleitoral responsável pela zona eleitoral do Distrito Federal acolheu pedido impulsionado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para proibir a distribuição de camisetas com o número da candidatura de Celina Leão durante o período eleitoral, medida visando garantir neutralidade formal e evitar qualquer indício de vantagem competitiva por parte do Poder Público. Em pronunciamento à imprensa, Celina Leão assegurou estar disposta a estabelecer diálogo com o Sinpro-DF assim que houver abertura institucional efetiva para negociação pautada no mérito das demandas educacionais.
O Sinpro-DF mantém firmeza em afirmar que a paralisação tem caráter definitivo e visa cobrar ajustes estruturais na gestão educacional do DF, enquanto a SEEDF ressalta que a participação é voluntária e que as aulas suspensas serão remanejadas no calendário letivo para assegurar os 200 dias letivos obrigatórios. O desenrolar dos acontecimentos seguirá em ritmo acelerado nos dias subsequentes ao pleito eleitoral.



