No Centro Educacional 6 do Gama, o CED 6, a deputada distrital Estéfane Sampaio (Republicanos) protagonizou um confronto institucional ao solicitar a transferência de um aluno de 16 anos, alegando tratamento desproporcional na escola, enquanto o deputado federal Gabriel Magno (PT) e o deputado federal Reginaldo Veras (PV) estavam presentes durante a discussão com os gestores do colégio.
Contexto Institucional e Histórico da Apuração
A apuração revelou que a parlamentar alegou que o estudante sofria com contabilização injusta de faltas, uso de fone de ouvido pela professora e negativa para atendimento de solicitações de ida ao banheiro, além de ter sido alvo de questionamento ideológico após declarar apoio ao candidato Flávio Bolsonaro em conversa com colega.
O episódio ocorreu em um contexto mais amplo de tensões políticas no âmbito educacional do Distrito Federal, onde a parlamentar justificou sua intervenção como defesa dos direitos do aluno, enquanto as autoridades escolares e os parlamentares presentes contestaram a narrativa, destacando que já havia protocolos formais em curso para solicitação de transferência junto à Secretaria de Educação.
A deputada afirmou ter conseguido a transferência do aluno para outra unidade escolar, evitando suposta perseguição ideológica.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos O ficiais
O deputado federal Gabriel Magno classificou a denúncia como infundada, reforçando que não houve perseguição ideológica na instituição e informando que a escola já havia acionado a Secretaria de Educação e o Conselho de Educação para proteger os professores e a direção, além de acompanhar o caso desde seu início há duas semanas.
A ausência de manifestação da Secretaria de Educação do DF mantém o espaço aberto para novos desdobramentos, enquanto o debate sobre a legitimidade da intervenção parlamentar em processos pedagógicos permanece em foco no debate público.
O encaminhamento da transferência foi formalmente realizado, conforme consta nos trâmites administrativos da SEED-DF, mas a tentativa de espetacularização do caso por parte da parlamentar gerou críticas por constranger docentes e comprometer a autonomia escolar.



