No terceiro aniversário dos atentados de 7 de outubro de 2023, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, reiterou que o Hamas cometeu crimes de guerra ao matar mais de 1.100 israelenses e sequestrar 251 pessoas, ao mesmo tempo em que acusou o governo israelense de perpetrar genocídio e crimes de guerra na Faixa de Gaza, onde mais de 74 mil palestinos morreram, incluindo 21 mil crianças, segundo estimativas citadas por autoridades locais.
Contexto Histórico e Crise Humanitária na Faixa de Gaza
A apuração jornalística constatou que, em 7 de outubro de 2023, milhares de combatentes do Hamas e de outras facções armadas penetraram comunidades israelenses próximas à fronteira com a Faixa de Gaza, desencadeando uma ofensiva sem precedentes que resultou na morte de mais de 1.100 civis israelenses, incluindo mulheres, crianças e idosos, além da captura de 251 reféns levados para o enclave palestino.
Segundo registros do Ministério da Saúde de Gaza e relatórios humanitários da O NU, o conflito que se seguiu às ofensivas iniciais provocou a morte de mais de 74 mil palestinos até o momento, número que supera em magnitude os danos humanos sofridos por Israel no mesmo período, e gerou uma crise humanitária sem paralelos, com centenas de milhares deslocados e uma escassez crítica de alimentos, medicamentos e água potável.
Mais de 74 mil palestinos mortos na Faixa de Gaza desde o início do conflito, dos quais mais de 21 mil são crianças
Repercussão Política e Desafios na Relação com a Comunidade Judaica
A declaração do prefeito gerou reação imediata das lideranças judaicas em Nova York: Jonathan Greenblatt, CEO da Liga Antidifamação (ADL), acusou Mamdani de instrumentalizar a memória das vítimas do Holocausto para promover uma narrativa antissemitista que reforça críticas ao Estado de Israel e questiona sua postura sobre a questão judaica.
Jack Simony, presidente da Fundação do Centro Judaico de Auschwitz, reforçou a insatisfação ao afirmar que o 7 de outubro deve ser lembrado como um dia exclusivo de luto pelas vítimas dos ataques, sem que sua comemoração sirva a propósitos políticos que vinculem a tragédia à condenação do governo israelense ou à defesa de posições anti‑Israel.



