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Economia

Receita identifica R$ 11,6 bilhões em operações suspeitas: confira os principais fatos apurados

PorLuana PatriolinoVerificadoOrtografia IAPublicado Há 44 min
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Receita identifica R$ 11,6 bilhões em operações suspeitas: confira os principais fatos apurados
Fatos Rápidos da Notícia
  • Ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que a Receita Federal identificou movimentação de R$ 11,6 bilhões investigada na terceira fase da Operação Crédito Oculto
  • A operação, coordenada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pelo Gaeco, apura esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o mercado financeiro e a aquisição de distribuidoras de combustíveis por meio de fintechs, fundos de investimento e empresas de fachada
  • Entre os alvos da investigação estão Humberto Tupinambá, sócio proprietário do Banco Genial, e o Mineiro, dono do Grupo Entre Investimentos e delator do Caso Master, com foco na usina sucroalcooleira e na ocultação da real propriedade da compra da distribuidora
Resumo Editorial

A Receita Federal identificou R$ 11,6 bilhões em operações suspeitas que ocultam a real propriedade de uma usina para financiar a compra de uma distribuidora, visando congelamento de bens e prisão dos responsáveis.

Na manhã de quinta-feira (24/9), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que a Receita Federal identificou movimentação de R$ 11,6 bilhões investigada na terceira fase da O peração Crédito O culto, coordenada pelo Ministério Público de São Paulo e pelo Gaeco, com foco em esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o mercado financeiro e a aquisição de distribuidoras de combustíveis por meio de estruturas financeiras complexas.

Contexto Institucional e Apuração da O peração

A investigação, deflagrada nesta quinta-feira, apura a utilização de fintechs, fundos de investimento e empresas de fachada para ocultar a real propriedade de uma usina sucroalcooleira e viabilizar a compra de uma distribuidora de combustível, conforme revelado pelo ministro. O s recursos transitados entre múltiplas instituições financeiras e entidades jurídicas seguiram um padrão de blindagem patrimonial, com movimentações registradas em contas vinculadas a grupos empresariais investigados.

Antecedentes indicam que o esquema envolve sócio proprietário do Banco Genial, Humberto Tupinambá, e o Mineiro, dono do Grupo Entre Investimentos e delator do Caso Master, ambos alvos do inquérito que já identificou indícios de estruturação criminosa por meio de operações simuladas e uso intensivo de inteligência artificial na análise dos fluxos financeiros.

Ponto de Destaque

A Receita Federal identificou movimentação superior a R$ 11 bilhões em operações estruturadas para ocultar a real propriedade de uma usina sucroalcooleira na aquisição de distribuidora.

Repercussão Jurídica e Desdobramentos da Investigação

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) confirmou que o Gaeco atua como braço operacional da investigação, coordenando diligências que já atingem 40 alvos, entre eles empresários ligados ao Grupo Entre Investimentos e ao Banco Genial, com foco na estruturação de mecanismos para lavar recursos oriundos do crime organizado.

O ministro Durigan ressaltou que a próxima etapa da apuração concentra-se na análise da 'Entre', empresa utilizada como instrumento para encobrir a transferência de recursos da usina à distribuidora, com risco iminente de congelamento de bens e eventual prisão preventiva dos investigados.

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Atenção / Ponto Crítico
A Receita Federal prevê aplicar sanções administrativas e criminais aos responsáveis pela estruturação da lavanderia financeira sob pena de confisco patrimonial e prisão

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