O tribunal de Hong Kong ampliou a pena do ativista pró-democracia Joshua Wong nesta quinta-feira (5), aplicando mais dez anos de prisão por uma segunda condenação relacionada à segurança nacional. Wong, que se tornou o rosto do movimento pró-democracia da cidade ainda na adolescência, completou 30 anos no mês passado e já estava detido desde os 23 anos.
Em setembro, ele se declarou culpado de conspirar com outros ativistas para pedir sanções estrangeiras contra a China e Hong Kong em 2020, ano em que Pequim introduziu a Lei de Segurança Nacional na cidade. Os promotores acusaram Wong de fazer lobby junto aos Estados Unidos e outras nações para impor sanções antes e depois da aprovação da legislação, por meio de campanhas nas redes sociais e reuniões com políticos americanos, incluindo Nancy Pelosi e Marco Rubio.
Wong já cumpre quatro anos e oito meses de prisão após se declarar culpado em um julgamento histórico por subversão em 2024, com libertação prevista para janeiro. Pequim impôs a lei de segurança nacional após grandes protestos pró-democracia em 2019, afirmando que a medida restaurou a estabilidade, enquanto grupos de direitos humanos apontam que a legislação sufocou a oposição.
Um porta-voz do governo de Hong Kong rebateu críticas internacionais ao processo, afirmando que o exercício legítimo da liberdade de expressão não deve ser confundido com atos de conluio com um país estrangeiro para impor sanções que visem prejudicar a própria nação.

