A petição pública que solicita a cassação do mandato da vereadora Patrícia Queiroz (PP), de Belém, alcançou 28.052 assinaturas até a manhã desta quinta-feira (29), número 236,8% superior aos 8.330 votos que a elegeram em sua primeira candidatura nas eleições municipais de 2024. A mobilização foi iniciada pela ex-vereadora Gizelle Freitas (PSOL) e pede que o Conselho de Ética da Câmara Municipal investigue a conduta da parlamentar.
A campanha teve origem no compartilhamento, nos stories do Instagram, de uma publicação de Victor Ruiz (PP), candidato a deputado federal por São Paulo não eleito, que orienta empresários a checar redes sociais de funcionários para identificar manifestações de apoio a Lula, incluindo o gesto da letra “L” com as mãos. O texto dizia: “Não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários”, associando o apoio ao presidente a uma suposta rejeição aos empregadores.
O Ministério Público do Trabalho no Pará e Amapá (MPT PA-AP) ajuizou ação civil pública contra Patrícia Queiroz, alegando que o conteúdo pode incentivar práticas discriminatórias no ambiente de trabalho. O órgão solicita a retirada das publicações, retratação pública, proibição de incentivar perseguição, não contratação ou demissão por opiniões políticas e pagamento de R$ 500 mil por danos morais coletivos, pedidos que dependem de análise judicial.
Na quarta-feira (28), a Câmara Municipal de Belém aprovou licença de 22 dias por interesse particular da vereadora, com previsão de término em 18 de novembro. Patrícia Queiroz ocupa o cargo de terceira vice-presidente da Câmara Municipal.



