Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou que não teme eventuais questionamentos e ações de parlamentares democratas contra ele e o irmão Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos. Esta foi a primeira manifestação pública do deputado cassado sobre o resultado das eleições legislativas norte-americanas, nas quais o Partido Democrata obteve vitória expressiva nas midterms.
A declaração foi feita durante entrevista ao influenciador de direita Joey Mannarino, antes da participação de Eduardo na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada em Mar-a-Lago, resort de Donald Trump na Flórida. Durante a conversa, Eduardo afirmou que os democratas podem tentar medidas contra os irmãos, mas ressaltou que não cabe ao Congresso dos EUA revogar vistos ou cidadanias.
O ex-parlamentar disse que está no país de forma regular, assim como Flávio, que deixou o Brasil dois dias após o segundo turno das eleições presidenciais. No Brasil, o senador é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas ao advogado Willer Tomaz e ao financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata a biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Parlamentares democratas enviaram carta ao secretário de Estado Marco Rubio cobrando explicações sobre a fuga e a entrada de Flávio no território norte-americano. O documento, assinado por 25 congressistas, incluiu 15 perguntas que devem ser respondidas formalmente por escrito até o dia 13 de novembro.
Apesar da pressão política, o texto esclarece que a vitória dos democratas no Congresso não significa necessariamente a deportação dos irmãos, pois o controle legislativo não confere poder direto para determinar deportações. A política migratória nos Estados Unidos é conduzida pelo Poder Executivo, por meio de órgãos como o Departamento de Segurança Interna.
Eduardo vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e foi condenado pelo STF a 4 anos e 2 meses de prisão por coação no curso do processo. Antes da eleição presidencial brasileira, ele havia defendido publicamente que o irmão deixasse o país em caso de derrota nas urnas.



