O Partido Liberal (PL) recuou das acusações de fraude nas urnas feitas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado nas eleições presidenciais, e reconheceu a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nos bastidores, a legenda teme desgastar sua imagem para as eleições de 2028 e 2030, além de enfrentar nova multa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como ocorreu em 2022, quando foi condenada a pagar R$ 22,9 milhões por litigância de má-fé.
Flávio Bolsonaro está nos Estados Unidos e divulgou uma carta de teor golpista alegando fraude, sem apresentar provas, e se autoproclamou “presidente eleito do Brasil”, corrigindo depois para “líder” da nação. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, criticou a divulgação da carta e afirmou que não sabia dos planos de fuga do senador, que viajou para a Argentina, fez escala no Equador e pousou em Miami com a mulher e as duas filhas.
Aliados de Flávio também defenderam as urnas eletrônicas. O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha bolsonarista à Presidência, afirmou que o PL não tem provas de fraudes nas eleições. O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse em nota que a oposição deve respeitar o resultado das urnas e atuar dentro das instituições democráticas.



