A morte de Larissa Cruz Morata, de 29 anos, técnica em radiologia, que foi encontrada com um tiro na cabeça no banheiro da residência em Embu das Artes no domingo, 6 de setembro, transformou uma investigação inicial de morte suspeita em caso de feminicídio, com o soldado da Polícia Militar Vinicius Costa Silva, 26 anos, sendo preso no dia seguinte ao velório da esposa após a Polícia Civil identificar contradições em seu depoimento sobre as circunstâncias do disparo.
Contexto Institucional e Investigação Forense da O currência
A Polícia Civil de São Paulo conduz apurações rigorosas para esclarecer a dinâmica do disparo que vitimou Larissa Cruz Morata, cuja trajetória foi caracterizada por um ferimento cranioencefálico provocado por arma de fogo que ocorreu de trás para frente e da esquerda para a direita, com saída pelo lado direito da têmpora, conforme laudo pericial do Instituto Médico Legal (IML). O exame identificou ao menos 17 lesões no corpo da vítima, incluindo contusões nas extremidades e escoriações na região cervical e no joelho esquerdo, indicando possível luta prévia ou impacto múltiplo.
Antecedentes revelam que Larissa havia mantido contato com a cunhada por meio de mensagens que sugeriam tensão emocional decorrente do término iminente do relacionamento com o marido, o soldado Vinicius Costa Silva. A defesa alega que a vítima manifestou pensamentos suicidas antes do óbito, enquanto familiares, como a avó Maria Aparecida Morata, reforçam a inexistência de crise conjugal, destacando planos futuros como mudança de silício e acompanhamento médico regular para o filho de dois anos.
O IML registrou 17 lesões no corpo de Larissa Cruz Morata, evidenciando traumatismo cranioencefálico causado por disparo de arma de fogo com trajetória específica.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Processuais
A prisão preventiva de Vinicius Costa Silva, decretada pela Justiça Militar, acirra o debate sobre a admissibilidade das alegações de suicídio versus homicídio premeditado, com a defesa programando entrega de mensagens que, segundo os advogados, comprovariam o estado emocional fragilizado da vítima antes do óbito. A Polícia Civil mantém postura técnica ao afirmar que elementos como a trajetória do projétil e a ausência de sinais de luta no ambiente apontam para dinâmica complexa que requer análise aprofundada.
As próximas etapas incluem perícia complementar com scanner 3D da cena e análise subungueal das unhas da vítima, enquanto o Ministério Público aguarda laudo definitivo para definir a tipificação penal definitiva do crime.
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