Na corrida eleitoral para o governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) propõe desestatizar integralmente a Sabesp, antecipando para 2029 o prazo da universalização de água e esgoto, enquanto Carlos Machado (PCB) e Vera Lúcia (PSTU) defendem a reestatização da Sabesp, da CPTM, do Metrô e do sistema energético paulista, com o objetivo de reverter a gestão privada para o controle estatal.
Propostas Estruturais e Diretrizes Ideológicas dos Candidatos
A análise dos planos de governo submetidos ao TSE revela um polarismo ideológico entre os candidatos: enquanto Tarcísio de Freitas prioriza a atração de capital privado e a concessão de serviços públicos, Carlos Machado defende a nacionalização total da Sabesp, com gerência operacional sob supervisão dos trabalhadores, além da reestatização do sistema energético paulista e da retomada integral das linhas ferroviárias estaduais.
Antecedentes históricos da Sabesp, criada em 1973 com regime autônomo, e sua atual estrutura acionária majoritariamente privada desde 2012, sob o governo Geraldo Alckmin (PSDB), são citados como base para o debate sobre a eficiência e a universalização do acesso à água e esgoto em São Paulo.
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