O Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) negou, por maioria de votos, nesta segunda‑feira (14), o registro de candidatura do advogado Hugo Barroso Silva, aliado do governador Clécio Luís (União), que almejava uma vaga de deputado estadual, após o Ministério Público Eleitoral sustentar que sua atuação como defensor de integrantes de facção criminosa configurava impedimento legal para exercer mandato eletivo.
Contexto Institucional e Evidências Documentais
A decisão foi fundamentada em investigação conduzida pelo Ministério Público Eleitoral, que apontou que Hugo Barroso prestou assistência jurídica a Luanderson de O liveira Alves – conhecido como "Caçula", membro da organização criminosa que atua no Amapá –, ao apresentar, em 27 de julho, proposta de colaboração premiada ao Ministério Público Federal do estado.
O s autos revelam que o advogado entregou ao MPF‑AP documentos que continham anexos intitulados 'Do esquema de pagamentos à organização criminosa' e 'Do financiamento ilegal de campanhas eleitorais e nomeações', além de um pendrive ainda não analisado, evidenciando indícios de financiamento ilícito e conexão direta com a estrutura da facção.
O TRE‑AP rejeitou a candidatura com base em indícios de financiamento ilegal e vínculo com organização criminosa.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Futuros
O delegado Estéfano, responsável pela DRACO, declarou em vídeo divulgado nas redes sociais que não há procedimento investigativo contra o candidato Dr. Furlan (PSD) relacionado a facções criminosas, rebatendo as alegações de uso indevido da imagem do político em reportagem da Rede Record e em veículos locais.
Com a cassação da candidatura, o caminho para a disputa eleitoral se abre para outros postulantes da coligação de Clécio Luís, enquanto o Ministério Público deve prosseguir com a análise do pendrive e eventuais medidas punitivas contra os envolvidos no esquema de pagamento à organização criminosa.



