Na terça‑feira (15/9), a influenciadora digital Maria Eduarda Alves dos Santos, de 22 anos e 745 mil seguidores no TikTok, veio a falecer em Brasília, desencadeando investigação da Polícia Civil do Distrito Federal sobre possíveis crimes de vilipêndio de cadáver, enquanto a senadora Damares Alves (Republicanos‑DF) requereu a retirada imediata de comentários sexuais e degradantes das redes sociais.
Investigação Criminal e Contexto da Apuração
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) abriu inquérito que apura a prática de vilipêndio de cadáver, previsto no artigo 212 do Código Penal, após identificar mensagens nas redes sociais que celebravam ou insinuavam suposto acesso inapropriado ao corpo da vítima em ambiente hospitalar ou necrotério, fato que pode configurar crime contra a dignidade humana e gerar responsabilização civil e penal.
Nos dias subsequentes à morte da jovem, conhecida como Duda Alves, a PCDF coordenou diligências para mapear os perfis responsáveis pelos comentários ofensivos e solicitar à Meta Platforms a remoção imediata do conteúdo, em conformidade com os padrões da comunidade que proíbem bullying, assédio e material sexualmente degradante.
A senadora Damares Alves solicitou a exclusão de comentários que desrespeitam os padrões da Meta após a morte da influenciadora Duda Alves.
Repercussão Institucional e Próximas Etapas
A solicitação formal enviada ao ofício da senadora às plataformas digitais visa proteger a memória da vítima e evitar nova revictimização dos familiares, reforçando o compromisso institucional com a observância dos direitos humanos e com a aplicação rigorosa das normas de convivência online.
A PCDF deve concluir o inquérito sobre o vilipêndio de cadáver nos próximos meses, ao passo que o Ministério da Justiça e a Procuradoria‑Geral da República avaliam eventuais ações civis públicas para reparar o dano moral causado à família e à coletividade.



