Na manhã de segunda-feira, 24 de setembro de 2023, o Núcleo de Apoio às Investigações (NAI) da Polícia Civil cumpriu mandado de prisão contra um diretor da escola municipal em Santarém, no Baixo Amazonas, após constatação de descumprimento de medidas protetivas judiciais que o impediam de aproximar-se das vítimas de um caso de abuso sexual registrado em sua instituição.
Apuração e Contexto dos Fatos
A investigação policial confirmou a existência de oito vítimas registradas no caso de abuso sexual praticado dentro da unidade escolar, conforme evidências coletadas pela Delegacia de Homicídios e Contravenções da Polícia Civil, coordenada pelo delegado responsável pelo inquérito. O suspeito, que ocupava o cargo de diretor institucional e mantinha vínculo familiar com o professor investigado — também detido por crimes sexuais contra alunas —, teria tentado subornar familiares das vítimas para que desistissem das denúncias, configurando clara tentativa de obstrução à justiça.
Conforme apurado pela autoridade policial, o diretor descumpriu medida cautelar que o obrigava a manter distância total das vítimas e de seus familiares, bem como a aproximação ao ambiente escolar. A prisão foi efetuada sem resistência e o investigado permanece sob custódia do sistema prisional, à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil dá sequência às investigações para identificar possíveis outras vítimas ou envolvidos no esquema criminoso.
O ito vítimas foram registradas no caso de abuso sexual no ambiente escolar em Santarém
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), informou que está apurando as informações apresentadas pela Justiça e reiterou seu compromisso com a colaboração total com as investigações policiais, garantindo que as medidas administrativas necessárias serão adotadas para preservar a integridade do processo educacional.
O caso deve seguir para a fase instrutória da Justiça, com possibilidade de aplicação de sanções penais cabíveis ao diretor e ao professor — ambos acusados de crimes graves contra menores — enquanto a Secretaria Municipal deve avaliar medidas disciplinares internas e eventuais reestruturações na gestão da escola.



