O ouro fechou o dia em alta, retomando a marca de US$ 4 mil a onça-troy. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York, o contrato para dezembro subiu 3,36%, fechando a US$ 4.073,00 por onça-troy, enquanto a prata para o mesmo período avançou 5,08%, a US$ 52,28 por onça-troy.
A valorização está ligada à queda do dólar e dos juros dos Treasuries após os democratas conquistarem a maioria da Câmara dos Representantes e do Senado. O cenário coloca o presidente Donald Trump diante da possibilidade de investigações e processos de impeensão nos últimos anos de seu governo, além de conceder à oposição instrumentos para limitar a agenda da Casa Branca.
Embora o ouro tenha sido negociado acima de US$ 5.000 antes do início da guerra no Irã em fevereiro, o metal sofreu correções ao longo do ano devido ao aumento dos custos de energia e às expectativas de altas nas taxas de juros. Analistas do BOK Financial apontam que o controle democrata pode levar a um aperto nos gastos militares no Oriente Médio e aumentar a chance de um acordo de paz.
Por outro lado, o Julius Baer avalia que os resultados eleitorais não devem alterar a perspectiva fundamental para o ouro e a prata, pois os metais preciosos tendem a ter baixa sensibilidade à política. O banco mantém uma visão "construtiva" sobre o ouro e "neutra" sobre a prata.



