Carregando...
Voltar para a página inicial
Mundo

Eleições nos EUA podem definir limites à desregulamentação ambiental de Trump

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Há 41 min
Ouvir NotíciaRecurso Beta

Locução neural da Yumi IA em português

0:000:00
Eleições nos EUA podem definir limites à desregulamentação ambiental de Trump
Fatos Rápidos da Notícia
  • Eleições nos EUA definirão espaço para desregulamentação ambiental
  • EPA revogou limites de gases para veículos em fevereiro
  • Democratas podem investigar EPA se vencerem eleições
Resumo Editorial

A votação de terça-feira nos Estados Unidos influenciará a capacidade do governo de ampliar a desregulamentação ambiental, com impactos no orçamento da EPA, na saída de acordos climáticos e no setor elétrico.

Os americanos votam na terça-feira (3) para definir o espaço que Donald Trump terá para ampliar a desregulamentação ambiental. Em fevereiro, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) revogou a determinação de 2009 que sustentava limites de gases de efeito estufa para veículos, alegando razões jurídicas sem apresentar novas evidências que afastassem os riscos climáticos. A medida está sendo contestada na Justiça.

Cenários apontados pelo Decision Desk HQ em 31 de outubro indicavam 61% de chance de maioria democrata nas duas Casas e 22% de Câmara democrata com Senado republicano. Nesses casos, os democratas poderiam investigar a EPA e barrar novas leis favoráveis à exploração de petróleo e gás.

Para aprovar novas leis ambientais, os democratas enfrentariam possível obstrução republicana, cuja superação geralmente exige 60 votos no Senado para encerrar o debate. Mesmo com aprovação pelo Congresso, Trump poderia vetar as medidas, e derrubar esse veto exigiria 290 votos na Câmara e 67 no Senado, caso todos os parlamentares votassem.

O orçamento da EPA recebeu US$ 8,82 bilhões em 2026, depois que o Congresso rejeitou um corte de 54,5% pedido por Trump. Para 2027, o presidente solicitou US$ 4,2 bilhões, enquanto a comissão orçamentária republicana da Câmara propôs US$ 7,04 bilhões, redução de 20%. Há verba provisória até 11 de dezembro, e a definição da nova Câmara influenciará se o orçamento anual será negociado ou prorrogado.

Projetos eólicos e solares sem obras iniciadas até 4 de julho de 2026 precisam operar até o fim de 2027 para manter créditos fiscais. Grandes sistemas de armazenamento com baterias seguem regras diferentes, sem esse prazo, ganhando vantagem relativa no financiamento. Em fevereiro, a agência de energia (EIA) previa 86 gigawatts de novas instalações de grande porte para 2026: 51% solares, 28% em centrais de armazenamento e 14% eólicas.

O preço residencial da eletricidade subiu mais de 10% desde 2024, segundo a Reuters. A S&P Global projeta US$ 1,295 trilhão em investimentos de 46 empresas de eletricidade e gás entre 2026 e 2030. Centros de dados ampliam a demanda; limitar reajustes protege consumidores, mas pode dificultar o financiamento das redes.

Na Geórgia, a Comissão de Serviços Públicos (PSC), responsável por regular tarifas de eletricidade e gás e avaliar investimentos das concessionárias, também estará em disputa. Duas vitórias democratas em 2025 reduziram a maioria republicana para três votos a dois. Se conquistarem as duas cadeiras em votação neste ano, os democratas passarão a controlar o órgão, com influência sobre os reajustes tarifários e a expansão do sistema elétrico.

Os EUA deixaram o Acordo de Paris em janeiro de 2026. Trump também determinou a saída da Convenção do Clima da ONU, aprovada pelo Senado em 1992, decisão cuja legalidade é controversa. Uma Câmara democrata poderia usar a negociação do orçamento e de projetos prioritários do governo para tentar preservar recursos para a cooperação climática. Com o Senado, ganharia também poder sobre nomeações diplomáticas, ampliando sua capacidade de negociação com a Casa Branca.

Para o Brasil, a procura americana por terras raras fora da China abre oportunidades: o USGS revisou as reservas brasileiras para 11 milhões de toneladas; a produção foi de dois mil toneladas em 2025. Sem processamento e origem ambiental comprovável, o Brasil captura pouco valor industrial.

Uma derrota judicial do governo na disputa sobre a EPA não restauraria incentivos alterados por lei. O Congresso pode conter novos recuos, mas não desfazer automaticamente os anteriores. O desencontro entre ciclos políticos de dois e quatro anos e projetos de décadas encarece o capital e dificulta reduzir emissões.

Verificação Editorial Giro Mix News

Conteúdo apurado, sintetizado e verificado com a inteligência editorial Yumi IA.

Conhecer Yumi IA →
Feedback anônimo dos leitores

Notícias Relacionadas

RÁDIO WEB

GiroMix Rádio