Na quarta-feira, 23 de setembro, o ex-deputado distrital Carlos Pereira Xavier, conhecido como Adão Xavier, será submetido ao julgamento pelo Tribunal do Júri do Recanto das Emas, referente à acusação de mandar o assassinato do adolescente Ewerton da Rocha Ferreira, de 16 anos, ocorrido em março de 2004.
Contexto Jurídico e Histórico da Apuração
A apuração que culminou no novo adiamento do processo teve início com a investigação conduzida pela antiga Corvide, atual Delegacia de Homicídios, na qual os delegados Adamastor Castro e Lino de Andrade Júnior colheitaram depoimentos fundamentais que, posteriormente, contribuíram para a anulação da condenação proferida em 2024.
Antes desse desdobramento, Carlos Xavier já havia sido cassado do mandato após a condenação criminal de 2008, sendo o primeiro parlamentar da Câmara Legislativa do Distrito Federal a perder o cargo por sentença judicial.
O ex-deputado responde ao processo em liberdade após quatro adiamentos e a anulação da condenação anterior proferida em 2024.
Repercussão Institucional e Próximos Desdobramentos
A decisão de manter o ex-deputado em liberdade diante das acusações de homicídio premeditado tem gerado ampla discussão entre juristas sobre os critérios de garantia processual e os limites da prisão preventiva em casos de crimes antigos.
Com a tentativa de retomar a cadeira parlamentar nas eleições de 2026 pelo Democracia Cristã, sua situação jurídica permanece um foco estratégico para partidos que analisam o peso das denúncias sobre a viabilidade eleitoral.



